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ANEAC atua para impedir que a CAIXA assuma contragarantias em operação de socorro ao BRB

Entidade defende preservação dos recursos públicos e reforça mobilização conjunta com federações e representantes no Conselho de Administração da CAIXA.

A ANEAC está atuando em uma frente conjunta com entidades representativas e federações para impedir que a CAIXA Econômica Federal ofereça contragarantias em operação relacionada ao socorro financeiro ao Banco de Brasília, o BRB.

A mobilização ocorre em meio ao impasse noticiado pela imprensa nacional sobre a tentativa de bancos privados de envolver a CAIXA e o Banco do Brasil na estrutura de garantias da operação. A articulação da ANEAC conta também com o acompanhamento do representante dos empregados no Conselho de Administração da CAIXA, Sandro Brito.

Para a entidade, a CAIXA não deve assumir riscos decorrentes de uma operação que não tem relação com sua missão pública, nem permitir que recursos vinculados ao desenvolvimento nacional, à habitação, aos programas sociais e ao atendimento da população brasileira sejam utilizados para cobrir impactos de decisões tomadas por outras instituições financeiras.

O presidente da ANEAC, Luciano Macedo, lembra que o caso exige atenção redobrada diante do histórico recente envolvendo o Banco Master e a Caixa Asset. Segundo ele, o episódio dos empregados que perderam função após parecer técnico contrário à aquisição de CDBs do Banco Master demonstrou a importância da atuação técnica, responsável e independente dentro da CAIXA.

Na avaliação de Luciano, a mobilização das entidades associativas em defesa dos empregados naquele momento foi fundamental para dar visibilidade ao caso, proteger profissionais que atuaram com responsabilidade e reforçar a necessidade de blindar a CAIXA contra operações de risco.

“Entendemos que blindamos a CAIXA quando defendemos o papel de gestores qualificados de recursos públicos. A CAIXA não pode ser envolvida em uma conta que não é sua. Os recursos da instituição devem financiar o desenvolvimento do país, os programas sociais e os projetos habitacionais que beneficiam milhões de brasileiros”, afirma Luciano Macedo.

A ANEAC sustenta que a CAIXA deve preservar sua governança, sua função social e sua responsabilidade com o patrimônio público. Para a entidade, qualquer tentativa de transferir riscos de uma operação ligada à crise do BRB para bancos públicos precisa ser enfrentada com transparência, rigor técnico e atuação firme das representações dos empregados.

A entidade reforça que seguirá acompanhando o tema junto às demais entidades e federações, defendendo que a CAIXA permaneça protegida de contragarantias que possam comprometer sua atuação estratégica em benefício da sociedade brasileira.